Como comprar casa em Portugal em 2026: o guia passo a passo
1. Define o orçamento real (não o da montra)
Antes de veres casas, calcula o que consegues pagar: entrada (habitualmente 10% a 20% do preço, salvo exceções como a garantia pública para jovens), impostos (IMT e imposto do selo), custos de escritura e uma folga para obras e mudança. A prestação mensal não deve ultrapassar cerca de um terço do rendimento líquido do agregado.
2. Trata do crédito primeiro
Uma pré-aprovação de crédito muda tudo: sabes exatamente quanto podes oferecer e negoceias com força. Compara várias propostas, porque os spreads e os seguros variam muito de banco para banco, ou entrega esse trabalho a um intermediário de crédito registado no Banco de Portugal, que na maioria dos casos não te cobra nada.
3. Define a procura com critérios
Tipologia, zonas (concelhos e freguesias, não só «Lisboa»), área bruta mínima, estado do imóvel e os teus inegociáveis (elevador? garagem? varanda?). Quanto mais concreta a procura, menos tempo perdes. É este perfil que a Casli usa para te ligar aos imóveis certos.
4. Visita com olhos de comprador
Nas visitas, olha para além da decoração: humidade nos tetos e rodapés, caixilharias, idade da canalização e do quadro elétrico, certificado energético (obrigatório em todos os anúncios), condomínio e obras previstas no prédio. Visita a zona a horas diferentes.
5. Proposta, CPCV e escritura
Fecha o valor com dados (preços por m² da zona), formaliza no contrato-promessa (CPCV) com sinal, por norma 10%, e marca a escritura. Confirma antes: certidão predial, caderneta, licença de utilização e distrate de hipoteca do vendedor.
Sinais de alerta
- Preço muito abaixo do mercado sem justificação.
- Pressa injustificada do vendedor para assinar.
- Recusa em mostrar documentos do imóvel.
- Anúncios sem classe energética.